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Afinal, as revistas femininas são revolucionárias?
Com o jornalismo, conquistamos diversas alternativas para consumir informações e conteúdos. Canais de rádio, jornais impressos e televisivos são os que mais se destacam entre do grande público. Por outro lado, outros produtos ficam responsáveis por direcionarem o material para grupos específicos. No caso das revistas femininas, a ênfase do público são as mulheres.
Criadas com o intuito de informar mulheres sobre assuntos que englobam ou se relacionam ao universo feminino, as revistas surgiram em meados de 1693 na Grã-Bretanha. No Brasil, a imprensa feminina teve início no século XIX, se consolidando no século XX. Atualmente, títulos como Claudia e Marie Claire estão entre os principais em circulação, conversando com mulheres brasileiras de diversas regiões do país.
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Assim como qualquer veículo comunicativo, as revistas femininas passaram e ainda passam por reformulações constantemente. Afinal, tudo que vemos na mídia é um fruto do seu tempo, certo? Pautas importantes e assuntos efervescentes estampam discussões na atualidade. Por isso, os veículos precisam acompanhar esse ritmo.
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Em pleno século XXI, é fácil observar pautas e capas de revistas publicadas décadas atrás como ultrapassadas. Ou até mesmo aquelas divulgadas há poucos meses. O ponto é que mudanças acontecem a cada minuto. Novos conhecimentos, novas palavras e novos significados surgem freneticamente. Assumindo um compromisso aliado às mulheres, as revistas fazem a ponte entre a informação e o público feminino.
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Há mais de vinte anos, a Claudia e a Marie Claire trazem temas como feminismo, racismo, aborto, independência financeira, direitos femininos e muitos outros em seus editoriais. Desde então, esses veículos introduzem assuntos importantes para as mulheres e ampliam o repertório das leitoras que os consomem. De pouco em pouco, essa circulação de informações alimenta novos diálogos e conscientizações.
Revoluções não acontecem do dia para a noite. Elas são sementes que, ao serem plantadas, dão vida a novas possibilidades. Embora parecessem antiquadas e ligadas a estereótipos constantemente, as revistas femininas fizeram o que poucos veículos se quer tentaram fazer: colocar mulheres no centro das pautas.
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Conforme os anos vão passando, a inclusividade e a pluralidade marcam cada vez mais os editoriais. As revistas se desprendem constantemente das correntes patriarcais, como um espaço de liberdade para as mulheres serem e falarem conforme desejarem. Um porta-voz dos assuntos femininos para a sociedade.
Enxergando as questões estruturais que afetam o público feminino, como o machismo e o racismo, não há nada mais revolucionário como dar informações para aquelas que já foram silenciadas. Por isso, o Mulheres por trás das páginas é uma forma de reconhecer as jornalistas que fizeram e ainda fazem essa constante revolução acontecer.
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Por meio de uma narrativa transmídia realizada como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do curso de Jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, reuni depoimentos de jornalistas que já passaram pelas redações das revistas Claudia e Marie Claire. Através das entrevistas, produzi textos e conteúdos audiovisuais que refletem a relevância destes veículos para o público feminino.
O Mulheres por trás das páginas busca mostrar a atuação das revistas femininas como um microfone para mulheres há décadas. Através de um recorte, com início nos anos 2000, visa deixar em evidência o compromisso dos veículos citados com a pluralidade e liberdade feminina.




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Sobre a autora
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Recifense em território paulista, Maria Luiza Priori é estudante de Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Aos 21 anos, vive em uma ponte rodoviária entre o interior de São Paulo e a capital, também fazendo eventuais visitas a sua cidade natal nordestina. Desbravar ambientes e buscar por novos conhecimentos é algo intrinsicamente ligado a sua personalidade curiosa. Uma ouvinte nata, adora escutar histórias e trabalha na coragem para compartilhar suas próprias. Grande fã de cultura pop e compromissada com a luta pela liberdade feminina, ela enxerga no Jornalismo uma missão para semear e alimentar diálogos nesses nichos.
Este site é um Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro de Comunicação e Letras da Universidade Presbiteriana Mackenzie para obtenção do título de Bacharel em Jornalismo, com orientação do Professor Arnaldo Lorençato.